ATM e a Cura

Depende do que é entendido como “melhorar da DTM”. Se essa melhora é apenas com relação à diminuição da dor, então a resposta é um enfático: NÃO!

Aliás, falar em cura no campo das DTM´s é algo bastante limitado, mas não impossível.  Entretanto é preciso compreender que o que as pessoas comuns chamam de cura é completamente diferente  do que a medicina e a odontologia define como cura.

Para a maioria das pessoas, quando ela não encontra mais sinais ou sintomas do problema, logo pensam estar “curadas”. Já para a ciência, cura é (segundo o Wikcionário):

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É muito difícil responder à essa pergunta uma vez que preço e valor são duas coisas diferentes e  bastante individual. Talvez, para  ajudar a cada um encontrar a resposta por si mesmo, eu possa oferecer alguns pontos para reflexão.

Existem dois aspectos que qualquer pessoa precisa pôr na balança para responder à pegunta do título:  um é o quanto cada um está disposto em investir na própria saúde  e o outro é com relação à qualidade do que  está sendo oferecido como solução.

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Por Daniele Azevedo, cirurgiã-dentista

Dieta pastosa nas DTMs

Dieta pastosa nas DTMs

A dieta pastosa é um dos cuidados paliativos usados para tratamento dos distúrbios da ATM (DTM)  mais  difundidos no Brasil e no mundo. Mas para que serve exatamente esse tipo de tratamento?

Esse tratamento é, na verdade um autocuidado, que serve basicamente como uma forma paliativa de evitar a sobrecarga da articulação durante a fase aguda da dor, pois na mastigação de alimentos fibrosos e duros os músculos trabalham com mais força e a ATM é mais exigida.

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Dr. Marcelo e Dr. Donald Warren, Presidente da AACP-USA

Dr. Donald Warren, Presidente da AACP-USA e Dr. Marcelo Matos

Foi com um caso clinico de regeneração de côndilo que obtive o primeiro lugar no concurso de painéis científicos no congresso da American Academy of Craniofacial Pain – AACP, que ocorreu nos dias 17 e 18 de outubro no Chile.

De acordo com a propria comissão científica, foi muito difícil a definição do primeiro lugar uma vez que todos os trabalhos apresentados eram de alto nível e bem documentados. Em segundo lugar ficou o painel do Dr. Franz  Strauss, com o tema: ” Importancia de la RNM en el diagnostico de las patologias de atm” e em terceiro lugar o painel do Dr. Victor A. Boettner, com o tema: “Angulos de ejes horizontales de los condilos mandibulares y ejes horizontales intercondilares en ressonancias magneticas“.

No meu trabalho, eu relatei um caso clínico de uma lesão extensa das ATM´s, especialmente no côndilo direito, que apresentava uma necrose importante com consequente alteração funcional detectada na eletromiografia de superfície e em outros estudos funcionais. A ressonância de final do tratamento, assim como os exames funcionais, mostraram a regressão da patologia e recuperação das funções normais do sistema mastigatório.

O Painel de REGENERAÇÃO DE CÔNDILO: RELATO DE CASO está disponível no blog do Ge-JAL.

A comissão científica que julgou todos os painéis foi composta por:

Dr. Donal Warren (USA)

Presidente da AACP  – American Academy of Craniofacial Pain
Diplomate da American Board of Orofacial Pain
Diplomate da American Board of Craniofacial Pain
Diplomate da American Academy of Craniofacial Management
Past member Editorial Review Board, Complementary Medicine International, University of Arkansas Medical School
Texas College of osteopatic Medicine

Dr. Robert Talley (USA)

Consultor do Center for Device and Radiology do FDA – USA
Diplomate da American Board of Orofacial Pain
Diplomate da American Board of Craniofacial Pain
Diplomate da American Board of Dental Sleep Medicine
Diplomate da American Academy of Craniofacial Management
Professor convidado da Universidade Católica de Salta, Argentina
Autor de múltiplos artigos na especialidade e conferencista internacional

Dr. Gordon Klockow (USA)

Professor assitente da Universidade católica de Salta e de microbiologia do St. Joseph College
Board Certified en Dor crônica e Medicina Forense
Forense do condado de Jasper e encarregado do Jasper County Hospital
Ortodontista- Universidade de Detroit
Diplomate da American Board of Craniofacial Pain
Diplomate da American Board of Dental Sleep Medicine

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Você realmente precisa de medicamentos?

Você realmente precisa de medicamentos?

São muitos os medicamentos usados no tratamento das dores provocadas por uma patologia da ATM, mas será que realmente funcionam, ou melhor, será que vale a pena???

Bom, eu em particular pouco uso medicação para a dor, aliás, é muito, muito raro. Algumas vezes, quando o paciente é de outra cidade ou país e que, por algum motivo, não tenha sido possível adiantar a sessão seguinte, para que eu possa fazer os ajustes necessários no tratamento, acabo por receitar certos medicamentos para que a pessoa não fique sofrendo desnecessariamente até o dia me fazer uma visita. Entretanto assim que o problema é resolvido, rapidamente suspendo a medicação… Por que?

Porque o uso de antiinflamatórios, analgésicos, opióides dentre outras medicações, embora sejam práticas comuns na odontologia e medicina em termos de controle da dor, não funcionam muito bem com relação a ATM! Explico: essas medicações atuam no sentido de melhorar os sintomas, mas não corrigem a patologia.

É algo como alguém escutar o alarme de sua própria casa tocar e, ao invés de verificar  se houve invasão por algum intruso, simplesmente desliga o alarme…

A dor faz parte de um sistema de alarme do corpo. É devido à dor que nos protegemos das lesões. Se seu braço encosta em uma panela quente, mesmo sem ver, você rapidamente se afasta. Por incrível que pareça… A dor é necessária à vida! Mas, quando ela sai de controle, pode provocar uma condição conhecida como DOR CRÔNICA, que  vem sendo considerada como uma  “doença-dor”.

Felizmente, esta condição de “doença-dor” não se aplica muito bem às disfunções da ATM, pois estas são produtos de patologias que podem ser tratadas, de forma que não precisamos trabalhar apenas “apagando o alarme”. 

Além disso, medicamentos como antiinflamatórios e analgésicos, são extremamente prejudiciais ao organismo. Provocam problemas gastrointestinais e, com o uso freqüênte, podem provocar danos aos rins e mascarar os sintomas enquanto a patologia continua progredindo!

Remédios para ATM… Você realmente precisa deles???

Fique esperto!

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Checagem bioeletrônica da "plaquinha"

Checagem bioeletrônica da "plaquinha" com EMG e escaner oclusal

Essa é uma pergunta que os pacientes sempre me fazem, pois com freqüência, conversam com outros pacientes pela internet e percebem que para algumas pessoas a “plaquinha” funciona e para outras não. Mas por que isso acontece?

Porque normalmente as plaquinhas são colocadas sem um diagnóstico real do problema, logo fazer ela funcionar passa a ser uma questão de sorte.

Com freqüência chegam pacientes aflitos no meu consultório, com uma plaquinha numa caixinha colorida, dizendo que piora quando a utiliza ou mesmo que não sente diferença nenhuma. Quando fazemos alguns testes funcionais como uma eletromiografia mastigatória, que é um estudo computadorizado da atividade dos músculos, percebemos que a plaquinha não está corrigindo nada do funcionamento mandibular, então como ela poderia tratar uma “disfunção” da ATM? Muitas vezes estas plaquinhas estão até mantendo a mandíbula numa posição desconfortável para a ATM.

Placas oclusais NÃO são como sapatos que têm uma numeração e a pessoa tem apenas de escolher o tamanho certo. As placas oclusais, ou melhor, os intermediários oclusais são instrumentos para se conseguir atingir algum objetivo específico como descomprimir ou mudar a posição mandibular e precisa ser confeccionada de acordo com o diagnóstico, com os exames de imagem e individualizada bio-eletronicamente para que possa, de fato, funcionar a favor do organismo.

Passeando pelo youtube encontrei esse vídeo sobre manipulação da ATM:

Manipulação da ATM

O principal mecanismo que tem sido apontado como resultado de alívio de sintomas após as variadas técnicas demanipulação é o fato de criar mobilidade do disco. Entretanto é importante saber que isso não trata a causa do problema, apenas alivia os sintomas. Aliás, estudos com ressonância magnética mostram que diversos procedimentos realizados na ATM aumentam a lesão a longo prazo.

No caso do video acima, o maior problema que vejo é a manobra final que é feita, pois parece forçar a mandíbula de encontro ao crânio. Isso pode ser um problema caso aumente da compressão articular.

Em particular não indico nenhuma manobra na ATM sem saber que patologia existe internamente. Um côndilo deformado (como o de uma outra postagem que fiz) pode danificar ainda mais a estrutura.