A Saude na Web 2.0

A Saude na Web 2.0

Por Felipe Rocha

Já escrevi alguns textos neste blog sobre o que podemos chamar de Saúde 2.0, que seria um modo de entender o estatuto da saúde dentro do ambiente web 2.0. Como consequências de uma Saúde 2.0 temos profissionais de mente aberta, relação médico-paciente mais humana e o chamado paciente expert.

Claro. Nem tudo são flores….

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Passeando pela internet, me deparei com esse texto do Prof  Dr. José Tadeu T. Siqueira, um renomado profissional brasileiro, autor de livros e um dos grandes  embaixadores da odontologia no contexto da DOR CRÔNICA, vale a pena ler.


A Odontologia e o desafio atual frente às dores da boca e da face.
por: - Prof. Dr. José Tadeu Tesseroli de Siqueira*
Fonte: www.dentalreview.com.br

As dores da boca e da face são conhecidas atualmente pela denominação genérica de dores orofaciais. Essa região do corpo humano nem sempre reflete para a população em geral, e também para muitos profissionais da área da saúde, a complexidade de algumas doenças e dores que alberga ou que nela se manifestam. É motivo de reflexão o fato de que muitos pacientes relatam dores consideradas banais ou corriqueiras em suas bocas, mas que se tornaram crônicas; e que afetam suas vidas de forma incompreensível para eles mesmos, seus familiares e até para os profissionais da área da saúde.

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Sanctorius de Pádua, impulsor da medicina mensurativa

Sanctorius de Pádua, impulsor da medicina mensurativa

Na área da saúde, o método científico contemporâneo,  sistematizado por Archie Cochrane em 1972, se tornou o grande referencial a ser utilizado pelos órgãos sanitários para aprovar um medicamento novo, para um exame de diagnóstico ser validado ou mesmo para um médico determinar qual procedimento é mais útil para solucionar um determinado caso. Entretanto, o método científico contemporâneo  não nasceu pronto, mas evoluiu a partir de outras formas de se fazer ciência, como a medicina experimental de Sanctorius Sanctorius (em português também conhecido por  Santório Santorii).

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Termômetro: talvez, o grande marco da medicina experimental
Termômetro: talvez, o grande marco da medicina experimental

Há um tempo, escrevi aqui no blog sobre o uso de exames complementares no diagnóstco das disfunções têmporomandibulares e um dos mais importantes questionamentos que levantei foi justamente: o que entendemos por diagnóstico?

DIAGNÓSTICO,  do grego  dia=["através de, durante, por meio de"]+ [gnosticu="alusivo ao conhecimento de"]

Certamente o que entendemos por diagnóstico tem se modificado ao longo do tempo e, o principal agente dessa mudança, é o conhecimento científico que se encontra invariavelmente atrelado à tecnologia. Na idade média, a tecnologia e o conhecimento científico limitados permitiam poucos parâmetros de avaliação e consequentemente as doenças eram identificadas apenas pelos seus sinais e sintomas mais evidentes como febre e lesões na pele como por exemplo a febre (peste) negra e a lepra. Logo é fácil perceber que o diagnóstico era limitado às evidências físicas encontradas, de modo que o diagnóstico clínico era basicamente a mesma coisa do diagnóstico físico. Abordarei mais adiante as diferentes modalidades de diagnóstico.

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A última postagem vista a partir de uma celular

A última postagem vista a partir de uma celular

Depois de alguns dias meio sumido devido à correria de fim de ano e de  alguns compromissos  inadiáveis, estou de volta (risos)!!! Revigorado e com força total para compartilhar cada vez mais  informações com todos que daqui participam.

E nesse sentido, nada melhor que começar um 2009 inaugurando mais uma tecnologia: a acessibilidade deste blog diretamente do seu celular!!! E para isso, basta que você tenha um dispositivo móvel com acesso à internet!!!

Dêem uma olhada também no meu website pois há mais algumas informações sobre esse tema lá.

Um grande abraço a todos e muita saúde neste ano que se inicia!

Marcelo Matos

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Cabeça Aberta

Cabeça Aberta

A internet se tornou um marcante ícone da cultura do séc. XXI, mudou o comportamento social, ampliou as fronteiras da comunicação, acelerou a difusão da informação e com isso a ciência também mudou.

Nas ciências da saúde, isso já é notório. O paciente não mais enxerga o médico ou o dentista como aquele que usa um jargão tão difícil de compreender que é melhor acreditar sem contestar… Ele, pergunta, questiona e se informa com o Dr. Google, interage e troca experiências com outros pacientes em comunidades pela web e faz com que o profissional de saúde precise estar atento, cada vez mais, aos avanços de sua própria área.

Se por um lado, o paciente dispõe de cada vez mais de informação que nem sempre tem dicernimento para selecionar, talvez por não ter tido a formação na área do conhecimento em questão, por outro, cabe ao profissional de saúde orientar o caminho a ser trilhado, pois essa é uma questão de obrigação social e bem estar coletivo.

Além disso, essa tecnologia que aproxima cérebros, conecta idéias e produz conhecimento gera também mudanças de paradigmas em rítmo acelerado. Na área das patologias da ATM, por mês, são publicados dezenas novos artigos por pesquisadores de toda parte do mundo, antigos conceitos são derrubados, novos são criados e rapidamente reformulados à medida que se enxergam novas coisas por novos prismas.

Por este motivo, convidarei alguns profissionais para colaborar com este blog, a respeito do tema em questão: ciência, tecnologia e informação.

O meu primeiro convidado será um velho amigo, que tive o prazer de rever e conversar no CIOBA (Congresso Internacional de Odontologia da Bahia), o professor e mestrando em filosofia,  Felipe Rocha, que também é analista de sistema e ministra cursos na área da saúde ligados à tecnologia. O prof. Felipe Rocha, há algum tempo estuda a aplicação da tecnologia em diversas áreas da saúde, o que inclui, obviamente, a odontologia.

Assim, convido os leitores deste blog, a um passeio nas idéias que forem apresentadas para que possam servir de reflexão e inspiração para novos questionamentos.

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