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Em uma postagem anterior, escrevi sobre o que é a síndrome dolorosa miofascial (SDM) e o porquê, no campo das dores da cabeça e da face, ela só pode ser diagnosticada por exclusão. Entretanto, muita gente recebe um diagnóstico primário de SDM ou mesmo a confunde com uma disfunção muscular da ATM, mas qual é a diferença?
Algumas pessoas apresentam sintomas de uma DTM, como estalos, dor ou discreto desconforto na ATM, mas deixam de se tratar corretamente porque, simplesmente, tomou uma analgésico/antiinflamatório e a dor passou, não dando mais atenção ao assunto. Entretanto, quando o quadro de dor retorna com força total, a situação fica pior e, na maioria das vezes, mais difícil de ser tratada. Aqui pelo blog, há muitos comentários assim, como este por exemplo: Comentário
Bom, se esse é o seu caso e o dentista que você procurou cumpriu com as obrigações dele quanto ao diagnóstico e você desistiu do tratamento é preciso encarar a realidade (mesmo que isso incomode): trata-se de uma negligência da própria saúde! E nesse caso, o único responsável pode ser, adivinhe quem? VOCÊ!
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Uma anquilose pode ser definida como a fusão das superfícies articulares, ou seja, quando um osso se “solda” ao outro, sendo sua maior característica o fato da mandíbula ficar impedida de se movimentar. Esse tipo de distúrbio da ATM, afeta a mastigação, a digestão, a fala, a higiene e, quando ocorre durante a fase de crescimento, provoca uma deformidade da face (uma assimetria), que pode comprometer severamente a qualidade de vida.
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Cada vez mais me deparo com casos de recidivas cirúrgicas. Apenas nestas últimas duas semanas foram três casos e, ao longo do ano, foram vários… E o que é pior, não me refiro a recidivas simples, mas recidivas e grande magnitude, com duas ou três cirurgias subseqüentes já realizadas, com quadro clínico avançado de dor crônica, seqüêlas funcionais (limitação da abertura de boca, dificuldade de mastigar, etc) e, principalmente, alterações faciais com repercussão na estética.
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Quando a cirurgia da ATM falha (e isso acontece com uma certa frequência) é sempre mais difícil tratar a seqüela que fica.
Falha?? É falha! No consultório, recebo pacientes que já passaram por uma, duas ou mesmo três cirurgias de ATM, continuaram com dor e terminaram por serem encaminhados para mim. Entretanto a depender do tipo de cirurgia que já fizeram e que fracassou, o tratamento pode ser muito, mas muito difícil mesmo…
Aliás, os casos com menos melhora obtida, mesmo após tratar a patologia de base, ocorrem justamente quando o paciente já teve suas estruturas internas da ATM alteradas cirurgicamente. Eu realmente não indico cirurgia de reposicionamento de disco ou colocação de âncoras, para tentar tratar uma patologia da ATM, por um simples motivo: as patologias da ATM, uma vez identificadas, respondem muito bem aos tratamentos conservadores e reversíveis!
O problema maior que vejo com cirurgias voltadas, por exemplo, para o reposicionamento dos discos, é justamente a superficialidade do diagnóstico prévio. Se não se sabe o quê exatamente provocou o deslocamento do disco, como será possível prever se ele poderá permancer fixado, se nem mesmo os ligamentos originais o mantiveram no lugar? Neste exemplo, se o disco deslocou porque o paciente tem um problema auto-imune que produziu uma degeneração dos ligamentos e do colágeno discal, como que âncoras o manterão no lugar?
Para evitar uma falha na cirurgia é preciso primeiro estudar bem a patologia envolvida e não apenas indicá-la porque o paciente não vinha respondendo aos tratamentos convencionais… Aliás, se isso acontecia, é mais importante reavaliar o diagnóstico e verificar se o tratamento estava realmente adequado.
Fique esperto!


