Plaquinha resolve?
Checagem bioeletrônica da "plaquinha"

Checagem bioeletrônica da "plaquinha" com EMG e escaner oclusal

Essa é uma pergunta que os pacientes sempre me fazem, pois com freqüência, conversam com outros pacientes pela internet e percebem que para algumas pessoas a “plaquinha” funciona e para outras não. Mas por que isso acontece?

Porque normalmente as plaquinhas são colocadas sem um diagnóstico real do problema, logo fazer ela funcionar passa a ser uma questão de sorte.

Com freqüência chegam pacientes aflitos no meu consultório, com uma plaquinha numa caixinha colorida, dizendo que piora quando a utiliza ou mesmo que não sente diferença nenhuma. Quando fazemos alguns testes funcionais como uma eletromiografia mastigatória, que é um estudo computadorizado da atividade dos músculos, percebemos que a plaquinha não está corrigindo nada do funcionamento mandibular, então como ela poderia tratar uma “disfunção” da ATM? Muitas vezes estas plaquinhas estão até mantendo a mandíbula numa posição desconfortável para a ATM.

Placas oclusais NÃO são como sapatos que têm uma numeração e a pessoa tem apenas de escolher o tamanho certo. As placas oclusais, ou melhor, os intermediários oclusais são instrumentos para se conseguir atingir algum objetivo específico como descomprimir ou mudar a posição mandibular e precisa ser confeccionada de acordo com o diagnóstico, com os exames de imagem e individualizada bio-eletronicamente para que possa, de fato, funcionar a favor do organismo.



Comentários postados (17)

Caro Dr. Marcelo,
Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo seu blog. Sou fisioterapeuta e trabalho com as DTM há algum tempo e tenho observado grade variação e até mesmo desconhecimento por parte de profissionais dentistas e médicos sobre o assunto. Há diversas linhas de pensamento e tratamento e muitas vezes o fisioterapeuta fica no meio de um fogo cruzado, porque se não for realizado um bom tratamento odontológico, muitas vezes a fisioterapia fica no “paliativo” o que não é seu objetivo. Gostei muito de sua abordagem com relação ao correto diagnóstico da patologia e não simplesmente supor uma DTM muscular ou articular, até porque na maioria dos casos temos uma associação de comprometimento articular e muscular. A grande questão é saber de onde partiu o problema.
E é aqui que eu gostaria de perguntar: nem sempre é possível sabermos o que deu origem ao problema, por mais que tenhamos em mãos uma RNM ou estudos eletromiográficos. Como o sr. realiza este diagnóstico etiológico??
E qual é a base do seu tratamento? Utiliza placas oclusais? (por exemplo nos deslocamentos de disco com ou sem redução).
Qual a importância que o sr. dá para a questão oclusal? (já li os posts sobre o assunto e gostaria da sua opinião pessoal na clínica). Por exemplo se o paciente tem um contato prematuro que desloca minimamente a mandíbula para um dos lados(levando a hipermobilidade contralateral) ou para frente (levando os côndilos a uma posição posterior-inferior)?
Desculpe pelas muitas perguntas, mas o estudo das disfunções da ATM me fascina. Esta é a articulação mais interessante do corpo humano, justamente pela enorme quantidade de associações com diversas estruturas como os dentes e a coluna vertebral.
Caso deseje, pode me contactar por e-mail.
Grata,
Camilla.

Olá Camilla, fico feliz que tenha gostado do blog!
Bom, são muitas perguntas para serem respondidas por aqui e por isso te convido de antemão a participar do curso de extensão em patologia da ATM pela faculdade de odontologia da FBDC, que será aberto a fisioterapêutas. No curso de cinco módulos, será mostrado justamente como fazemos esse diagnóstico diferencial, com RM da ATM, EMG e muitas outras tecnologias que eventualmente podem e devem ser aplicadas na investigação fisiopatológica, além de mostrarmos um pouco a respeito do tratamento neurofisiológico (que é a base da minha linha de trabalho, assim como a do Ge-JAL), bem como a interação com a fisioterapia.

Bom, vc escreveu:

“(…)nem sempre é possível sabermos o que deu origem ao problema (…)”

É verdade, não é possível saber sempre. No entanto, já é possível saber “o que deu origem ao problema” na maioria das vezes! E é nesse ponto que é necessário se desvencilhar de vários “pilares” conceituais que servem de base para a maioria dos profissionais (principalmente aos colegas dentistas) que impedem de enxergar o que a ciência baseada em evidência traz de mais importante para o tema hoje. Por exemplo:

“(…) Utiliza placas oclusais? (por exemplo nos deslocamentos de disco com ou sem redução).”

Diante do que já sabemos hoje, “deslocamento de disco” não é diagnóstico … Quando se entende que diferentes doenças podem produzir o referido deslocamento, vamos entender porque que falha a placa, a cirurgia ou mesmo uma manipulação mandibular, pois afinal estaremos colocando num mesmo “saco” “farinhas” diferentes. Poderíamos obter o mesmo resultado ao tratar de igual forma uma lesão traumática e outra auto-imune?

Por estas e outras questões que se torna muito difícil apresentar aqui no blog estas mudanças tão significativas na forma como enxergamos o problema, que reitero o convite para o curso. Aliás, se você for daqui da Bahia ou estiver de passagem por aqui, entre em contato que terei o maior prazer em lhe mostrar um pouco sobre a abordagem neurofisiológica, pessoalmente aqui na clínica.

Bom dia ,
Gostaria de saber o seguinte,fui a uma dentista para fazer um implante dentario tenho 1 dente faltando na lateral superior,portando ela me disse que temos que colocar aparelho nos meus dentes e fazer um tratamento de ortox,para arrumar a minha mordida pois isso afeta o maxilar,queixo e até labios,ela me disse que ao passar dos anos meus lab ios pode diminuir ir para dentro por causa dessa mordiarta errada que eu tenho…Conclusão ela me disse que tenho que fazer esse tratamento antes de fazer i implante dentario …esse tratamento é bem caro em torno de R$300.000 foara o aparelho só o ORTOX ….. Gostaria de saber será que isso é bom mesmomeus desntes não são tortos .
Solange

Descupe o valor correto do tratamento do ORTX é R$3.000,00

Solange, esse é o tipo de pergunta que eu só poderia responder após fazer toda uma avaliação do seu caso.
Quanto à questão dos lábios, realmente existe situações que o suporte da arcada dentária afeta o lábio e vice versa. Imagino que a sua dentista deva ter motivos para acreditar que essa relação entre seus dentes e seus lábios pode ser melhorada.

Minha sugestão é a seguinte: se você sentiu segurança na sua dentista, se fez perguntas e tirou todas as suas dúvidas, não vejo porque não começar um tratamento. Por outro lado se esse não foi o caso, a melhor opção e retornar nela para conversar e/ou procurar outros(as) dentistas.

Quanto ao preço, sinceramente, não tenho como avaliar se é caro ou não. Só você pode dizer o quanto de atenção deve ser dada à sua saúde ou se você deve aplicar esse dinheiro em outro lugar. É tudo uma questão de prioridade.

Atenciosamente,
Marcelo Matos

Boa tarde Dr. Marcelo Matos,

Anteriormente lhe enviei um questionamento a respeito de um problema de ATM que tenha e prontamente fui respondida, gostaria de agradecer a atenção e informá-lo que esta sendo exatamente como o Sr. falou, o uso da placa não tem melhorado meu quadro, pelo contrário, sinto muito desconforto ao usá-la e as dores de cabeça tem aumentado, sinceramente, já não sei mais o que fazer, pois na cidade em que resido só tem esse profissional nessa área.Não sei se seria melhor abondonar o tratamento.

Dr Marcelo eu estou com mtas dores de dentes há 2 meses.Dou tbm mta dor de ouvido e dores de cabeça..Eu preciono mto os dentes na hora de dormi..Fui em um dentista ele falo pra eu usar a placa,mas meu dentista falo q ela nao iria adiantar nada q eu iria continuar precionando os dentes msmo assim ..E nao sei se uso ou nao !! Ele falo q eu estou dando essas dores pq possos esta stressada,tensa ou ansiosa por isso meus dentes doe, mas a dor vem qdo estou calma…
Espero uma resposta sua..
Abraçoss
obrigada

Olá Amanda, a placa por si só, não faz milagre. Primeiro é preciso saber o que é, exatamente, que está ocorrendo na ATM e, a partir daí, verificar o que deve ser feito. A “plaquinha” será apenas uma ferramenta para se lograr certos objetivos que deverão estar bem definidos após o processo de diagnóstico e planejamento terapêutico.
Sugiro você conversar com seu dentista a respeito de como, porquê e o quê, de fato, ele espera da “plaquinha”. Também é importante que você compreenda o diagnóstico que ele fez bem como toda a lógica do tratamento.
Quanto à questão da ansiedade, estresse e tensão, é sabido há muito, que os quadros de dores e doenças crônicas podem se agravar sob essas condições, entretanto nem sempre esse é o fator principal. Se você não julga significativo este aspecto no seu quadro de dor, você precisa informar isso ao seu dentista ou buscar outras opiniões.

Atenciosamente,
Marcelo Matos

Eu tenho depressao .Isso pode causar as dores de dente q eu estou sentindo???Dou tbm mta dor, de ouvido e dores de cabeça..E dores atras dos olhos.
Obrigada

Amanda, a depressão exacerba a dor. Faz a tolerância baixar e a pessoa fica mais vulnerável até mesmo a coisas que normalmente não produziriam a dor. O inverso também é verdade, uma dor crônica, intensa, pode levar a pessoa a ter depressão pela perda da qualidade de vida que ocasiona.
Além disso, se você tiver um problema na ATM, depressão, ansiedade estresse, pânico e outras manifestações psicocomportamentais podem tendem a agravar o problema.

Caso, você se identifique com essa situação é importante ter uma equipe de profissionais bem preparados para te ajudar, de preferência com dentista experiente em patalogia da ATM, médicos e psicológos, pois estes são de grande ajuda no controle da ansiedade e depressão.

Atenciosamente,
Marcelo Matos

Marcelo,minha mãe tem esse problema,nossa eu sofro com o problema dela é todos os dias a mesma dor e às vezes até pior,ela usa a placa mais parece que a placa não adianta em nada,fomos em tudo que é médico e nenhum dentista ou qualquer outro entende o problema dela,tipo não temos dinheiro pra pagar tudo particular porque deve ser muito caro,mais se esse problema da minha mãe realmente for embora ou amenizado pagariamos.te peço pelo amor de Deus,me de um caminho o que devemos fazer. porque não aguento mais ver a minha mãe sofrer.é muito caro esse tratamento?..porque ela usa a placa sempre pra dormir e não adianta. ela sempre toma o Voltarem (não sei escrever o nome direito) quando a dor estar muito forte. por favor me mande um e-mail me dando algum caminho, Por Favor..

cabeludu_mars@hotmail.com..
Vou te Adicionar no orkut também e a comunidade.
Valeu.

Olá Márcio

Sei que é muito ruim ver um ente querido sofrendo e não conseguir ajudar…
Você relatou que sua mãe usa a placa, que sofre de dores fortes e que toma antiinflamatório mas não está tendo resultado, correto? A pergunta seguinte é: a falta de um bom resultado, está numa possível falha do tratamento ou no diagnóstico?
O que normalmente acontece em situações assim, é que alguma coisa passou depercebido no processo de investigação do estado de saúde ou doença da condição de dor dela. O primeiro passo é verificar se a dor dela é, realmente, ligada à ATM ou não, pois, se não for, o uso da placa não adiantará de muita coisa. Caso seja confirmado que realmente está relacionado com a ATM, então será preciso levantar uma série de informações, tais quais: quais são, exatamente, as estruturas da ATM que estão lesionadas? Qual a extensão desses danos e quem os causou? É possível reverter? Como, com qual terapêutica? Há alguma doença de base que interfere no problema?
Bom, enfim é isso. Rever o processo de investigação, identificar melhor o problema e só depois tentar algum tipo de tratamento. Simplesmente colocar uma “placa” e esperar que um sistema tão complexo quanto o mastigatório fique corrigido, é um tiro no escuro. É preciso ir mais fundo no problema para conseguir um melhor resultado.
Minha sugestão é que procure um dentista com experiência em patologia da ATM, para ver no que ele poderá te ajudar.

Atenciosamente,
Marcelo Matos

[...] biomecânicos  e controlar seus efeitos por meio das leituras das respostas  funcionais de forma mensurativa, bem como através de recursos por imagem, substituindo os princípios gnatológicos pela [...]

Boa Noite Doutor,

Estou usando a placa miorrelaxante, porém meu maxilar continua estalando, tudo bem que faz apenas 2 dias, mas percebi que o som do estalo mudou. Isso é comum? tenho que usar 1 mês durante o dia todo, e depois do retorno com minha dentista ela dirá o proximo passo, deixando claro que se eu tiver dificuldades posso voltar nela antes, mas gostaria de tirar essa duvida e saber se é normal o estalo persistir.

Atenciosamente
Daiane

ola doutor o meu caso é semelhante do o de cima.
sinto estalos a uns 4 meses, e me encomoda mto.
as dores de cabeça e no ouvido estao menores.
o que me encomoda mais é os estalos msm.
que acontecem sempre: ao comer, bocejar, falar, beijar.. tdo, é horrivel.
estou usando a placa de acrilico a 2 dias, mas parece que está me deixando pior.
os estalos estao maiores e as dores aumentaram mais.
Antes so doia quando estalava, agora fica ‘pulsando’ e doendo constantemente.
será que isso é normal? o que posso fazer para acabar com os estalos ( meu pior encomodo ) ?
estou pensando em fazer fisioterapia e acupuntura, será que resolve? espero sua orientação.
grata,
Tainá

Tainá,
Em apenas dois dias, é normal que haja esses desconfortos pois o corpo demora um pouco a se adaptar. O que precisa ser feito é certificar-se se esse desconforto é apenas da adaptação mesmo ou se há algum probleminha na placa que precise ser revisto.
Portanto converse com o dentista que está lhe tratando, relate o que está acontecendo e verifique quais são os próximos passos. Depois poste aqui os resultados, ok?!

Atenciosamente,
Marcelo Matos

Daiane,
Se você usa a placa o dia todo é normal que o tipo de estalo se modifique. Aguarde o período que sua dentista indicou e retorne nela para continuar o tratamento e depois poste aqui seus resultados.

Boa sorte!
Marcelo Matos

Comente sobre este assunto

Notifique-me sem que eu precise comentar: