Botox e disfunção da ATM

Botox é uma toxina.

Isso mesmo, o botox é uma substância que LESIONA tecidos. Mas como diz o ditado popular a “diferença entre o veneno e o remédio é a dose.“,  neste caso, não só a dose como a forma de uso também.

A toxina botulínica é um bloqueador neuromuscular, ou seja, ela interrompe a comunicação entre o músculo e o nervo fazendo com que o músculo deixe de funcionar. É essa propriedade que levou seu uso às clínicas estéticas, pois ao ser aplicado sob a pele, a toxina lesiona a placa motora dos músculos,  impedem que esses contraiam e evita que as rugas se formem e a pessoa fica com um aspecto facial mais liso.

Também é utilizado em várias outrsa situações médicas mas, para tratamento de disfunção da ATM, o seu uso, simplesmente, não faz o menor sentido.

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As recomendações do Instituto Nacional Americano de Saúde traz as seguintes considerações:

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É muito difícil responder à essa pergunta uma vez que preço e valor são duas coisas diferentes e  bastante individual. Talvez, para  ajudar a cada um encontrar a resposta por si mesmo, eu possa oferecer alguns pontos para reflexão.

Existem dois aspectos que qualquer pessoa precisa pôr na balança para responder à pegunta do título:  um é o quanto cada um está disposto em investir na própria saúde  e o outro é com relação à qualidade do que  está sendo oferecido como solução.

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Anquilose de ATM. Fonte: http://www.dmfiua.com/16.html

Uma anquilose pode ser definida como a fusão das superfícies articulares, ou seja, quando um osso se “solda” ao outro, sendo sua maior característica o fato da mandíbula ficar impedida de se movimentar. Esse tipo de distúrbio da ATM, afeta a mastigação, a digestão, a fala, a higiene e, quando ocorre durante a fase de crescimento, provoca uma deformidade da face (uma assimetria), que pode comprometer severamente a qualidade de vida.

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Aplicação de laser na área da ATM

Aplicação de laser na área da ATM

A aplicação de laser se tornou muito popular nos últimos anos, no contexto das desordens da ATM, mas qual é a sua função?

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Quando escuto essa pergunta eu costumo responder com outra: você quer que seja tratada a causa ou a conseqüência?

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Cada vez mais me deparo com casos de recidivas cirúrgicas.  Apenas nestas últimas duas semanas foram três casos e, ao longo do ano, foram vários… E o que é pior, não me refiro a recidivas simples, mas recidivas e grande magnitude, com duas ou três cirurgias subseqüentes já realizadas, com quadro clínico avançado de dor crônica, seqüêlas funcionais (limitação da abertura de boca, dificuldade de mastigar, etc) e, principalmente, alterações faciais com repercussão na estética.

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Vai fazer cirurgia da ATM?

Vai fazer cirurgia da ATM?

Quando a cirurgia da ATM falha (e isso acontece com uma certa frequência) é sempre mais difícil tratar a seqüela que fica.

Falha?? É falha! No consultório, recebo pacientes que já passaram por uma, duas ou mesmo três cirurgias de ATM, continuaram com dor e terminaram por serem encaminhados para mim. Entretanto a depender do tipo de cirurgia que já fizeram e que fracassou, o tratamento pode ser muito, mas muito difícil mesmo…

Aliás, os casos com menos melhora obtida, mesmo após tratar a patologia de base, ocorrem justamente quando o paciente já teve suas estruturas internas da ATM alteradas cirurgicamente. Eu realmente não indico cirurgia de reposicionamento de disco ou colocação de âncoras, para tentar tratar uma patologia da ATM, por um simples motivo: as patologias da ATM, uma vez identificadas, respondem muito bem aos tratamentos conservadores e reversíveis!

O problema maior que vejo com cirurgias voltadas, por exemplo, para o reposicionamento dos discos, é justamente a superficialidade do diagnóstico prévio. Se não se sabe o quê exatamente provocou o deslocamento do disco, como será possível prever se ele poderá permancer fixado, se nem mesmo os ligamentos originais o mantiveram no lugar? Neste exemplo, se o disco deslocou porque o paciente tem um problema auto-imune que produziu uma degeneração dos ligamentos e do colágeno discal, como que âncoras o manterão no lugar?

Para evitar uma falha na cirurgia é preciso primeiro estudar bem a patologia envolvida e não apenas indicá-la porque o paciente não vinha respondendo aos tratamentos convencionais… Aliás, se isso acontecia, é mais importante reavaliar o diagnóstico e verificar se o tratamento estava realmente adequado.

Fique esperto!

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